Os países devem começar a planejar as cidades do futuro: cidades sustentáveis. A tendência é que os serviços urbanos sejam mais pontuais. Um edifício sustentável deverá reciclar a água da chuva, utilizar painéis solares para aquecer a água ou fazer o próprio tratamento do esgoto. As cidades deverão produzir seu próprio alimento para evitar gastos energéticos. O tomate consumido em Porto Alegre é produzido em Santa Catarina, mas viaja antes para São Paulo. A produção, a colheita e o transporte geram enormes gastos de energia. Um exemplo: o Brasil produzir soja para o gado europeu.



Caro Carlos,
A conta da sustentabilidade é em geral complexa. Um estudo aqui no Reino Unido apontou que era "ecologicamente" melhor comprar carne de gado vindo da Nova-Zelândia do que produzí-lo aqui na Inglaterra devido às condições climáticas. A energia total gasta aqui (com a matriz energética baseada em carvão) superava as emissões da produção de lá somada ao transporte. O mesmo problema que você aponta está na pauta da discussão da compra do etanol brasileiro para os carros europeus…