Os Salários das mulheres só se igualarão ao dos homens em 2081, caso o país mantenha o mesmo ritmo de evolução registrado nos últimos 10 anos, revela estudo do BNDES. Embora as mulheres estejam cada vez ganhando mais espaço no mercado de trabalho, a remuneração delas ainda é comparativamente inferior à que recebem os homens nos postos com o mesmo grau de qualificação. Porém, em razão das dificuldades decorrentes da realidade do mercado, a procura crescente por maior grau de especialização e, conseqüentemente, a empregos mais qualificados, pode levar a um encurtamento dessa diferença.




É um dado lamentável. Não há dúvidas de que existem diferenças entre homens e mulheres – comportamentais, emocionais, biológicas, estruturais etc. Porém, não se pode afirmar que essas diferenças se refletam em competência, eficiência ou produtividade no ambiente de trabalho. Há coisas em que um e outro podem ter maior facilidade de fazer, mas isso não é regra. Existem homens que se destacam em atividades "típicas" de mulheres, e mulheres que se destacam em atividades ditas "masculinas". A diferença salarial, portanto, na minha opinião, é um resquício de preconceito e um ranço cultural, acima de qualquer coisa. Recomendo a leitura do artigo "Mulherização" que trata sobre esse tema, no meu site: http://www.carlosvonsohsten.com.